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domingo, 18 de outubro de 2020

sábado, 17 de outubro de 2020

Liberando o inconsciente (Com Jung)



Eu estava em um dia de muito cansaço físico especialmente sobrecarregada  com as tantas energias que lido diariamente. Justamente nesse dia, estava mais do que o normal. Era ainda o começo da noite e eu, sentada na sala da minha casa, senti tonturas e uma forte energia começou a me envolver. Fui levada ao quarto e deitando-me na cama, senti todo o meu corpo a vibrar, por dentro. Era muita energia! Minha língua começou a “enrolar” e ouvi nitidamente um ser dizendo “Sou Jung”. Ali mesmo deitada, “dei passagem” a energia e deixei esse querido espírito falar através de mim. Na gravação, podem observar inicialmente uma respiração mais ofegante. É uma tentativa de adaptação das energias do espírito com as minhas. Isso por decorrência do extremo cansaço físico que eu estava sentindo no dia, o que, compreensivelmente, dificulta a transmissão. Mas no fim deu tudo certo. A gravação abaixo é a citada mensagem dele, neste dia:


Essa é, então, uma poderosa ferramenta dada por Jung que vem para  o auxílio de trazer à consciência o que precisa vir, definitivamente. A própria mensagem dele já diz muito sobre a ação desse comando/ferramenta. É um comando que causará alguns movimentos internos, como se fossem um “sacode” - e isso fará com que venha para fora, para o seu consciente o que precisa vir para ser curado. Consequentemente, esse comando também auxiliará no processo de cura e realinhamento interior. Não há nenhuma contra indicação na verbalização do Comando; pode fazer quantas vezes desejar e se sentir confortável. É importante que quando começar o Comando termine-o completamente. Não o pegue só no começo, no meio, ou no final. É importante que se faça a sequência toda (começo, meio e fim). Observe o exemplo no vídeo  verbalizado na minha própria voz, para que se perceba a entonação/pronúncia, que ali está gravada.  Começar com a primeira frase. Depois repetir 3 vezes a segunda e também 3 vezes a terceira. Depois disso, respire profundamente. Faça-o novamente, se desejar. E pode repetir quantas vezes quiser.

O Comando a ser repetido, se possível em voz alta, com as duas mãos no seu coração, é:

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Daniel Danguy - "Como as rotulações afetam o nosso poder criativo"



Algo que sempre me gerou um desconforto, mesmo sem saber conscientemente o porquê, é os rótulos que criamos para tentar definir as pessoas.

Talvez por eu ser uma pessoa que se difere da maioria em alguns aspectos, senti na pele como isso pode gerar transtornos na vida de alguém.

À medida em que fui ganhando consciência e cultivando uma mente curiosa, pude compreender como os rótulos sociais que sustentamos, influenciam nas nossas relações e na felicidade que sentimos ou facilitamos aos outros.

Rotular consiste em determinar, ilusoriamente, que certa pessoa é uma “coisa”. E isso está relacionado a ignorarmos que ninguém é uma entidade sólida, permanente. Todos são um conjunto de diferentes facetas: qualidades positivas, visões de mundo, dificuldades.

Se chamamos alguém de “tóxico”, por exemplo, defendemos que essa pessoa é tóxica, em sua natureza. Esquecemos que, na verdade, ela pode ter apresentado comportamentos que prejudicam a outrem, mas que essas atitudes não a definem na essência. Mesmo que ela tenha apresentado comportamentos tóxicos por muitos anos, a lei da impermanência mostra que isso não é uma verdade inerente a ela. 
É muito perigoso estabelecermos um rótulo. Por exemplo, se alguém comete um erro no seu trabalho em algum momento, ao optarmos por espalhar para seus futuros empregadores que ela é um fracasso ou pouco confiável, estamos fortalecendo esse erro e a definindo como naturalmente errada. Assim, é possível que essa pessoa passe por dificuldades que poderiam ser evitadas, caso mantivéssemos a vigilância e a consciência compassiva.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Meditação - Reintegrando-se ao Eu Superior

Esta é uma meditação realizada em aula do Curso Grande Fraternidade Branca do Dharma Dourado. Nela, nos conectamos aos Corpos Superiores: Santo Ser Crístico e a Divina Presença "EU SOU", através do Tubo de Luz e do Cordão de Prata. 

Recomenda-se realizá-la em um momento tranquilo que você não seja perturbado (a).


Instagram: 


domingo, 20 de setembro de 2020

Ansiedade: Regulando o nosso interior com sabedoria



A ansiedade é uma emoção que faz parte da vida humana. Porém, nos últimos meses, muitos de nós têm se aproximado dela com uma intensidade maior, o que tem gerado muito sofrimento.

Pensando nisso, formulamos, com bases filosóficas e científicas e em nossas próprias experiências pessoais e profissionais, um Webinar GRATUITO sobre a ansiedade. Além de apresentarmos os fundamentos teóricos, também faremos exercícios de respiração, visualização e meditação para fortalecer o aprendizado e experimentar os benefícios dessas práticas.

 Quem pode se beneficiar?

Pessoas que são muito inquietas e que têm dificuldade de focar no momento presente.

Quem pensa demais sobre o futuro e vive constantemente preocupado.

Aqueles que percebem o desconforto corporal em relação à ansiedade, como a respiração curta, taquicardia, angústia.

Quem tem interesse em se aprofundar no autoconhecimento e obter mais inteligência emocional.

O que será abordado no webinar?

Os fatores psicológicos, sociais e existenciais da ansiedade sob a ótica da psicologia e da sabedoria contemplativa.

Meditação da atenção plena formal e informal.

Técnicas para regulação da ansiedade.

Facilitadores:

Daniel Danguy, psicólogo (CRP 08/30999) pela PUCRS, terapeuta, colunista do Sementes das Estrelas e cocriador do Dharma Dourado. Atua com a psicologia clínica e no atendimento de registros akáshicos.

Luís Fernando Rostworowski, é professor de meditação há 7 anos, instrutor de Kundalini Yoga pelo Instituto Nanak, co-fundador do Sementes das Estrelas. Atua com atendimentos de registros akáshicos, tarot e astrologia.

Para saber mais e inscrições, acessar dharmadourado@gmail.com

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Daniel Danguy - "Sobre a transcendência dos condicionamentos nas relações"



Nós somos por natureza interdependentes. Interligados pelo corpo, mente e fala, com todos os seres. A nossa vida veio da união dos nossos pais. Então, o que acreditamos e falamos é, de certa maneira, uma reprodução do que a cultura oferece.

No entanto, achamos que somos entidades sólidas, fixas, permanentes. Pensamos que temos um “eu” imutável, mas esse “eu” está em constante atualização através de pensamentos automáticos, crenças e apego ao nosso corpo.

O que isso tem a ver com os nossos relacionamentos e a nossa sabedoria ao lidar com o outro?

Tudo. Ao ignorarmos que não somos tão sólidos assim, imputamos solidez aos outros e os reduzimos a um objeto. Consequentemente, passamos a lidar apenas com a faceta que se apresenta para nós. 

Por exemplo, pensemos em uma filha que não se dá bem com a mãe devido ao jeito invasivo dela, passa anos reproduzindo em sua mente que a sua mãe é aquela pessoa invasiva e costura a imagem dela à aversão, a uma raiva constante. Depois, acaba se esquecendo disso e passa a se irritar muito facilmente com certas pessoas que ativam a lembrança de sua mãe. Por outro lado, a mãe também enxergava a filha como uma “entidade” incapaz e não merecedora de privacidade. Ambas as visões estáticas vão se sustentando. 

Então, primeiramente, precisamos reconhecer que temos conteúdos na nossa identidade que vieram de fora, de concepções, de pessoas, de crenças. A identidade é um composto dos pais, dos irmãos, dos amigos, das pessoas que admira e das que não consegue gostar. 

Mas o que eu faço com isso? Como saber quem eu sou e o que me diferencia dos outros?

Na medida que tomamos consciência das nossas histórias, dos papéis que vivemos, dos nossos apegos e aversões, podemos tomar atitude frente a eles. Não ficamos tão à mercê dos nossos condicionamentos e, assim, temos a liberdade de soltar o controle sobre o outro.

Para ficar mais claro: Depois que a filha percebeu os seus condicionamentos, refletiu sobre a história e as verdades da sua mãe influenciaram em suas verdades, ela não fica mais tão irritada assim, nem controlada pela sua raiva. Não quer dizer que ela não se lembrará, não sentirá aversão. Isso é com o tempo... Mas ela vai ter outra percepção. Quando ela tomou consciência daquele padrão, ela viu o quanto sua mente ficava rígida, enxergando a sua mãe como uma “coisa” invasiva. Assim, transformou a sua mente e seu comportamento, em relação a ela, abrindo, também um espaço para a transformação de sua mãe.

Se aceitamos o que o outro, a cultura, os nossos pais ofereceram para o nosso senso de identidade, ficamos abertos para o reconhecimento de que todas as coisas são plásticas, são vazias. Elas não têm uma natureza absoluta.

Para finalizar, compartilho com vocês um fragmento que recebi de um ensinamento em um retiro de budismo: Perguntaram para a professora o que é iluminação. Ela falou que a iluminação é algo muito difícil de se colocar em palavras. Se tentarmos, reforçaremos a natureza ilusória dos fenômenos (as crenças e os hábitos de acharmos que as coisas têm natureza fixa, parada, verdadeiramente existente).

Mas ela afirmou que é possível termos vislumbres sobre a iluminação, já que nossa própria natureza é iluminada desde tempos sem princípios.

O vislumbre é quando temos consciência de um hábito negativo e escolhemos não o repetir: como a tendência de sempre comer todo o bolo de chocolate e esquecer que os outros também querem. No momento em que estou indo pegar esse último pedaço e lembro que talvez o meu querido colega também queira desfrutar do que restou do bolo e, assim, resolvo deixar para ele, isso é iluminação.

Espero que essa reflexão tenha feito sentido para você.

Um grande abraço,

Daniel Danguy


Autor: Daniel Danguy
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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Daniel Danguy - "Qual terapeuta pode transformar a sua vida?"



Essa semana estive refletindo com frequência sobre o papel do terapeuta nas nossas vidas. O que disparou essa avalanche de sentimentos e pensamentos sobre isso foi uma palestra que assisti da professora Lúcia Helena Galvão, uma referência para a filosofia, assim como um ser humano dotado de profundidade sobre a dimensão espiritual. Nesse vídeo¹, ela faz um comentário sobre um artigo sobre a Fraternidade dos Terapeutas, de José Carlos Fernández, diretor da Nova Acrópole de Portugal.

Fílon de Alexandria (20aC – 50aC), foi um filósofo judeu que vivia entre os terapeutas e escreveu “A vida contemplativa”, onde registrou sobre seu estilo de vida e valores. A fraternidade dos terapeutas era um grupo de filósofos egípcios, que se concentravam às margens do Lago Mareotis, que fica perto de Alexandria – segundo Fílon, também havia pequenos grupos espalhados por todo o Egito. Eles reservavam a sua vida para adentrar o seu próprio centro, o sol interior. Viviam absortos em auto investigação, tendo como objetivo acessar a verdade da existência, do cosmos, dentro do ser humano. Em sintonia com a sua energia de sabedoria, as pessoas os procuravam para cura e orientação em suas vidas.

Eles eram grandes curadores e não atendiam a todos, mas apenas aqueles que realmente estavam aspirando por uma purificação profunda em todos os planos. Não só no material, no mental, mas também no espiritual.

Para você ter uma ideia do que a função que eles representam, olhemos para raiz da palavra. Terapeuta é uma palavra grega arcaica, que deve ser umas das mais antigas da Grécia, segundo etimologistas. Algumas raízes das palavras que são citadas pelo Homero, é Therapon/Therapontos (serve ao guerreiro, conduz o carro), Théraps (servidor) e Therapne (morada).

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Daniel Danguy - "Sobre ansiedade social e o medo de se expressar em público"



A ansiedade social gera grande sofrimento. Dificuldade para falar em público, pensamentos excessivos de autocrítica e sintomas físicos são alguns dos seus sinais. Como é possível compreender e lidar de maneira saudável com esses desafios?

A ansiedade social se manifesta através de uma grande dificuldade de se expressar e sentir bem-estar quando estamos em situações relacionais ou quando precisamos nos apresentar publicamente. Em momentos de crise, o suor, o rubor, o coração acelerado impede o pensamento racional sobre o que realmente está acontecendo. O ponto comum desse transtorno se manifesta no grande sentimento de impotência e na frustração de não conseguir se expressar como gostaria.

Muitas vezes, a situação é incapacitante e gera um nervosismo que reverbera por muito tempo após o evento. Isso porque os pensamentos de autocrítica são muito intensos e existe uma grande identificação com eles. Além disso, é bem provável que esse seja um padrão que foi muito nutrido nas relações mais próximas nos primeiros anos de vida.

Essa combinação cognitiva e emocional se embasa em pensamentos distorcidos sobre a realidade e faz com que a situação concreta seja reconhecida a partir de lentes mentais “embaçadas”, que colorem o que ocorreu de fato. 

Esses pensamentos de autocrítica vêm de onde? 

É claro que existe uma base psicológica que sustenta esses padrões de pensamento. Na psicologia cognitiva, essas bases são chamadas de crenças centrais, as quais produzem pensamentos e comportamentos não saudáveis, que nos trazem sofrimento. 

Também gosto muito do que a sabedoria budista fala sobre o sofrimento humano, em geral. Todos temos, em potencial, as mais diversas sementes em nossas consciências. Amor, raiva, alegria, nojo, tristeza. Essas sementes são regadas pelos outros e por nós mesmos, criando raízes e árvores frondosas. Se as sementes regadas foram de paz, sentiremos e expressaremos paz nos pensamentos e na comunicação. Se foi de raiva, nossos hábitos se expressarão a partir dela. Já nas sementes de medo, a ansiedade, a insegurança e a crítica excessiva irão revelar uma baseada nesses sentimentos. 

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Daniel Danguy - "O relacionamento genuíno"



Seria possível afirmar que o humano é algo sólido, separado, estático? 

Como seria possível crescer, aprender e amar se isso fosse verdade?

Gosto muito da abordagem psicodramática e sistêmica da psicologia, que afirma que todo ser humano é um composto complexo das diversas relações sociais que vamos desenvolvendo ao longo da vida. Desde aquelas que foram produzindo ideais de pessoa antes mesmo de nascermos, até todos os seres que foram indiretas ou diretamente contribuindo para o nosso sentido de existir.

O que somos hoje, desde o corpo, quanto as diferentes identidades foram compostas pelos nossos parentes, amigos, professores e ídolos. Inclusive o nosso próprio corpo físico é fruto de outras pessoas, os nossos pais. À medida em que vamos nos abrindo para esse fato, vemos como a nossa vida e a nossa mente é dinâmica. Existe, assim, uma possibilidade de abertura, de modificação, de aceitação. 

A Teoria do Encontro de Jacob Levy Moreno, o criador do psicodrama, afirma que um momento transcendente e espiritualmente significativo na vida de um ser humano, é quando ele se conecta a outro ser humano com inteireza. É quando a dualidade “eu-tu” é transposta, e o senso de unidade floresce no Agora.
Esse encontro não é estático, mas está em constante movimento. Por exemplo, através da dança, das interações lúdicas, do teatro e nos almoços em família, essa epifania pode se manifestar.

Isso pode ser difícil de se vivenciar no atual contexto em que vivemos. As pessoas estão muito ocupadas buscando sustentar suas frágeis ideias de um eu independente e estável. O autocentramento evidentemente acaba distanciando as almas humanas de um contato genuíno.

Indo contra a maré

Você já parou para observar o seu comportamento quando está com as pessoas que ama? Qual é a sua postura, os seus pensamentos e atitudes? O que você costuma fazer para evitar que o Encontro aconteça?

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Live Dharma Dourado: Lua Cheia do Buda Shakyamuni



Sexta-feira é um dia muito especial. É o final do período Saga Dawa, o mês sagrado do budismo. Nesse período se celebra o nascimento, a iluminação e o paranirvana (quando ele se abandona corpo) do Buda histórico, Shakyamuni.

Acredita-se que, nesses dias, especialmente na Lua Cheia que conclui o período, todas as nossas ações, pensamentos e emoções, sejam positivos ou negativos, são multiplicados. Ou seja, existe uma ampliação do momentum gerado por cada pessoa, já que essa as energias dessas datas interagem intensamente com o inconsciente coletivo e pessoal.

Por isso, o Luís Fernando facilitará uma meditação, para prestar homenagem e fazermos aspirações de luz para nós e para todos os seres. 

Será as 19h, dia 05/06, no Instagram @dharmadourado.

Esperamos vocês!




terça-feira, 26 de maio de 2020

Daniel Danguy - "Tudo sempre tem que estar bem?"



A vida não é um mar de rosas, todos nós já sabemos disso. Os objetos, as pessoas, as situações são coloridas com diferentes espectros. É um conjunto de subidas e descidas, de rupturas e conexões. 

Isso pode ser muito bonito de se ver em uma poesia. Mas e quando a dor “pega”? 

Esse é o desafio de ampliar a consciência para englobar uma perspectiva mais ampla.

A dor necessariamente é negativa? Vista do seu próprio ponto de vista, sim. No entanto, se observarmos de onde ela veio e o que ela quer nos ensinar, serve como uma propulsora de transformações positivas.

Às vezes, nos apegamos a situações especificas e acabamos tornando-nos elas. Se estou em sofrimento, acho que sou o sofrimento. Se estou triste, a vida se torna uma tristeza. Se estou alegre, acabo por esquecer que as mudanças ocorrem e com elas, difíceis transformações.

Porém, esse equívoco é o que nos faz sofrer. Esse filtro mental limitado, que faz com que nos tornemos apenas o pico ou apenas o rio, nos faz esquecer que, se olharmos a paisagem completa, vemos montanhas, rios, vales. E tudo isso compõe as nossas experiências.

Se trata da vida. A vida é assim, a natureza apresenta essa característica. As coisas nascem, vivem, se transformam e morrem. E isso serve para o nosso senso identitário também.

Quantas mortes você viveu em vida? 

As mortes dos apegos, das ideias de quem você achava que era? Morte de uma expressão doente, que adorava buscar por problema. E, a morte de pessoas queridas, que implica em morrer uma parte nossa, a parte “do amigo, do filho, da mãe”.

E o que isso tem a ver com a vida?

Eu diria, que a chave para compreendermos a morte é não tratarmos ela como uma entidade, algo sólido, fixo. Ela é processual. Ela acontece através da relação de diferentes fatores. 

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Daniel Danguy - "A limitação do autoconhecimento"


Muito se fala hoje em dia em buscar ser uma pessoa melhor. O autoconhecimento tem sido alvo de pesquisas acadêmicas e está também no ranking das principais plataformas de busca.

Vejo que o processo de se autoconhecer é uma porta de entrada para o despertar de uma dimensão mais sutil: a nossa humanidade.

A autoconsciência serve, em grande parte, para nos tornarmos cientes da grande quantidade de desequilíbrio e incongruência baseados em apego, raiva e ignorância em nossas mentes. Fazemos algo e esperamos um resultado totalmente diferente.  Comemos alimentos gordurosos e reclamamos dos efeitos nocivos no corpo. Desejamos relacionamentos harmoniosos, mas boicotamos isso com uma enxurrada constante de críticas. Planejamos vinganças achando que isso irá aliviar a nossa frustração e a baixa autoestima.

Por isso, o autoconhecimento é de grande benefício. Ser uma pessoa melhor envolve uma lapidação que objetiva relacionamentos melhores consigo mesmo e com os outros.

Mas aqui, quero falar para aqueles que questionam se o processo de olhar para si é o nosso objetivo principal.

O fato é que quase sempre nossa mente está condicionada no autocentramento e pode confundir o autocuidado com o reforço da separatividade, se referindo a um eu aparentemente existente, como:

“Preciso pensar no meu eu”, “vou apenas cuidar de mim”, “tenho que lembrar de me colocar em primeiro lugar”.

Ok! Tudo isso é importante se você estava perdido em meio a expectativas sociais, sem reconhecer a sua faceta singular e isenta de rótulos e de deveres. E com certeza, o processo de olhar para si e ser a prioridade durante um tempo é fundamental para irmos para uma outra etapa:

A contribuição positiva com as pessoas e com o meio.

Eu gostaria de pedir para você parar um segundo para essa leitura e não ficar no automatismo tão comum que vivemos atualmente: pense sobre o desejo em comum entre todos os seres. Não permaneça lendo esse artigo sem questionar e refletir se isso faz algum sentido.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Meditação Wesak – Lua Cheia em Touro


Esse é um momento muito auspicioso para nos conectarmos com aspirações e sentimentos elevados, pois é o festival de iluminação de Buda Gautama.

De acordo com a tradição, durante a Lua cheia no signo de Touro, o Buda vem ao Vale Wesak dos Himalaias para trazer as suas bençãos para aqueles que sintonizarem com essa energia.

O Luís Fernando irá guiar esse encontro nos falando um pouco mais da energia desse momento astrológico e nos guiará em uma meditação para gerarmos virtude e luz.

Será as 18h do dia 07/05 no Instagram @dharmadourado

Esperamos vocês!






sexta-feira, 1 de maio de 2020

O caminho para a dimensão absoluta dos seres ascencionados


Os mestres ascensionados são seres que transcenderam a realidade ilusória. Isso significa que eles compreenderam o jogo do sofrimento da realidade samsárica ou realidade condicionada e, por isso, se libertaram dela. Ou seja, através de seu serviço prestado e da sabedoria adquirida, suas verdadeiras naturezas despertaram. 

Essa natureza não é algo que difere da nossa. Ela não se restringe a corpos de luz ou a um fenômeno específico. Por ela não pertencer ao reino da linearidade do espaço-tempo, é impossível ser descrita, definida, conceituada.

“Se ainda não nos iluminamos completamente, como é possível afirmar que não estamos falando de algo ilusório também?”

Os mestres explicam que, através da interdependência que existe entre “nós e eles”, mesmo que estejamos limitados à mente humana, isso não impede que tenhamos vislumbres de nossa verdadeira essência. Por já terem a consciência iluminada, eles encontraram meios hábeis de nos ajudar a despertar, seja através das religiões ou das canalizações, por exemplo.

Isso pode soar como um paradoxo, porém precisamos reconhecer que, por ainda sofrermos com os jogos do samsara¹, não nos iluminamos completamente. Isso não tira a verdade de que a nossa natureza é pura, assim como a de todos os seres.

Na verdade, como eles nos ensinam, não há separação. A nível relativo e sutil, existe a crença de que somos separados, mas a nível verdadeiro, nós somos eles e eles somos nós. O que há em comum entre eles é o espaço e sabedoria que transcende tempo, espaço e qualquer conceitualização. O nosso desafio, enquanto seres humanos, é realizarmos esse fato, não utilizando-o apenas na dimensão racional e ideativa.

O importante a ser contemplado é que o mestre ou a mestra ascensa, não estão em algum lugar específico, que tem determinadas qualidades. Em seus discursos, para tornar ilustrativo a nós, que somos apegados à forma e a definição dos fenômenos, eles mencionam os termos como “reinos dos céus” e “altas esferas.”

Porém, se nada é separado e eles não diferem da gente, será que é possível haver algum lugar físico onde eles residem?

Diversas vezes nos encontramos em processos mentais de especulação, idealismo, constante imaginar de uma realidade especial e perfeita. No meu entendimento, isso muitas vezes pode ser um obstáculo à sabedoria de que nossa verdadeira natureza é a mesma dos mestres. Ficamos externalizando e projetando em seres separados de nós, esperando algum acontecimento que intervenha no planeta ou que a nossa iluminação aconteça em um ponto do tempo. 

sábado, 11 de abril de 2020

Curso de Meditação Paz e Equilíbrio [Últimas Vagas]





Atenção - Últimas Vagas! Mais informações:

https://dharmadourado.com.br/paz-e-equilibrio/


Estudaremos o que realmente é a meditação e como, efetivamente, praticá-la. O aluno participará de um acompanhamento para inserir a meditação em seu dia-a-dia, de maneira leve, sem a necessidade de se forçar à prática. Aliás, a verdadeira meditação é prazerosa, não é um dever. Além disso, há o aprofundamento na sabedoria que dá base para a meditação e que é impossível de ser dissociada da prática, tais como as tradições orientais do budismo zen e tibetano, taoísmo e hinduísmo, além da ciência contemporânea que estuda o cérebro e o mindfulness.

A cada aula, o aluno vai aprendendo mais a se auto investigar e gerenciar seus próprios pensamentos e emoções.

Meditação não é apenas relaxamento, alívio de estresse e de ansiedade. Embora isso aconteça naturalmente para aquele que medita, a prática, aliada à sabedoria que a sustenta, pode levar o praticante para um “lugar” dentro de si mesmo, constituído de bem-aventurança e incomensurável paz, que, anteriormente ao hábito de meditar, poderia parecer utópico, ou impossível.

Convidamos você para o curso de Meditação Paz e Equilíbrio!

Nascido de aulas regulares de meditação, esta modalidade tem como objetivo:

Difundir um conhecimento mais profundo sobre a meditação.
Auxiliar as pessoas a criarem o hábito de meditar.
Promover mais equilíbrio e gerenciamento emocional.
Desenvolver clareza mental para ter discernimento e fazer escolhas na vida pessoal.
Promover relacionamentos mais saudáveis.

- Sobre o instrutor Luís Fernando Rostworowski

Estudo e pratico meditação há 14 anos. Comecei a formar grupos e ensinar meditação há cinco anos. Devo ter auxiliado aproximadamente mil pessoas a terem mais paz em suas vidas.

Ao longo do tempo, percebi quais são as principais dificuldades para as pessoas praticarem a meditação. Mediante isso, elaborei uma linguagem capaz de clarear o entendimento sobre o tema. O principal ponto era que elas começavam a prática sem a base de sabedoria que a acompanha, o que limitava sua realização.

Quando não nos aprofundamos na sabedoria atemporal da meditação, nossa prática se torna incompleta e parece que não conseguimos ir além de um certo ponto. O verdadeiro objetivo da meditação é libertar o ser humano de suas próprias prisões internas e não o anestesiar.

Este é o melhor modelo de ensino de meditação que já tive o prazer de ensinar.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Psicologia


Inquieto perante o grande sofrimento humano e motivado para ser um canal de relações mais positivas e de cura integral para as pessoas, escolhi cursar Psicologia. Hoje, confirmando a minha intuição ao escolher esse caminho, percebo que ser psicólogo me permite colocar em movimento o meu propósito. Através dela, posso contribuir com amorosidade nos processos de autoconhecimento e cura de quem busca por isso.

O autoconhecimento engloba diferentes dimensões. Ele é desenvolvido gradualmente, através da tomada de consciência dos nossos próprios padrões de pensamento e de emoções, assim como uma compreensão das motivações que nos levam a agir de determinadas maneiras. Ademais, nos possibilita a descoberta de nossas habilidades e forças pessoais, para que possamos viver de maneira mais congruente e espontânea. A terapia também beneficia àqueles que apresentam bastante sofrimento, como nos casos de alta ansiedade, depressão, desregulação emocional, entre outros.

Além disso, me considero um amante da sabedoria oriental, como o budismo e o Yoga. Tenho praticado e estudado continuamente a meditação e diferentes abordagens milenares que trazem paz e consciência para o ser humano.

Utilizo nos atendimentos uma abordagem integrativa, abarcando o conhecimento de diferentes abordagens da psicologia ocidental, como as intervenções cognitivo-comportamentais, psicodramáticas e sistêmicas. Também facilito o desenvolvimento da regulação e inteligência emocional, assim como a construção de sentido para a vida dos buscadores, através da psicologia positiva e das práticas contemplativas que advêm da psicologia oriental, como mindfulness e a meditação terapêutica. 

Atualmente, atendo presencialmente em Curitiba ou online.

Para mais informações ou marcações, entrar em contato através do whatsapp ou e-mail abaixo:

41 920017817
danndanguy@gmail.com

Um abraço afetuoso,

Daniel Danguy,

Psicólogo
CRP 08/30999


Autor: Daniel Danguy
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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Praticando bondade amorosa para aumentar o amor e a compaixão


Em uma época de tanta instabilidade e ansiedade, praticar a gentileza e a compaixão consigo e com as pessoas próximas pode gerar um estado interior de maior aceitação e leveza. 

A prática de meditação “Bondade Amorosa” é original do budismo e se chama, em páli "Mettabhavana" (Metta quer dizer bondade amorosa ou amor universal e Bhavana significa meditação). Dentro da tradição budista Mahayana, um dos principais pilares para o caminho da iluminação é desenvolver uma mente compassiva e equânime que engloba todos os seres. Tradicionalmente, o objetivo é envolver a todos, incluindo inimigos, seres malévolos e animais. Hoje em dia, ela é flexibilizada para trazer mais gentileza com os próprios pensamentos e emoções, assim como é utilizada como ferramenta de cura em processos terapêuticos, promovendo mais paz e tolerância consigo e com as pessoas que temos conflitos. Essa meditação também pode nos proteger de desenvolver e manter atitude julgadora e excessivamente crítica. 

COMO PRATICAR?

Praticar bondade amorosa é como fazer uma oração para si mesmo ou para outra pessoa. Como quando você está pedindo ou orando por alguma coisa para si mesmo ou pelos outros, você ativamente envia votos de carinho e bondade e recita mentalmente palavras e frases que expressam boa vontade e bons desejos para consigo e pelos outros.

SEGUINDO AS INSTRUÇÕES 

1. Escolha alguém para enviar bondade amorosa. Não selecione uma pessoa com a qual você não quer se relacionar com bondade e compaixão. Comece consigo, ou, se isso for muito difícil, com uma pessoa que você já ama. 

2. Sentado, de pé ou deitado, comece respirando de forma lenta e profunda. Abrindo as palmas das mãos, traga a pessoa carinhosamente à consciência. 

3. Irradie bondade amorosa recitando votos de afeto, como “Que eu seja feliz”, “Que eu fique em paz”, “Que eu tenha saúde”, “Que eu seja próspero”, ou outro conjunto de seus próprios desejos positivos. Também é possível visualizar os sentimentos em forma de cores ou sons, tocando o objeto de foco. Repita esses passos lentamente, concentrando-se no significado de cada palavra ao dizê-la mentalmente. (Caso pensamentos o distraiam, apenas perceba-os vindo e indo; então, suavemente, leve sua mente de volta ao roteiro. Continue até sentir-se imerso em bondade amorosa).

4. Gradualmente, dedique-se a entes queridos, amigos, pessoas com as quais você está bravo ou chateado, pessoas difíceis, inimigos e, por fim, todos os seres. Por exemplo, use um roteiro como “Que João fique feliz”, “Que João encontre a paz”, e assim por diante (ou “João, que você fique feliz”, “Que a paz esteja com você”, etc.), enquanto se concentra em irradiar bondade amorosa a João.

5. Para sustentar a mente compassiva, a diligência é necessária. Busque praticar com frequência, como uma vez ou duas por dia.

Um grande abraço,

Daniel Danguy 


Autor: Daniel Danguy
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quarta-feira, 1 de abril de 2020

Curso Online de Meditação



Olá, Sementes!

Estou passando para divulgar meu novo curso de meditação “Paz e Equilíbrio”. Durante meus cinco anos de experiência ensinando meditação, compreendi quais são os principais assuntos que, quando esclarecidos, possibilitam um salto no entendimento da prática da meditação e da evolução espiritual – esta que entendo como sendo uma jornada para estarmos em harmonia com a vida dentro e fora de nós, desfrutando de estados sublimes da consciência.

Convido a todos para conhecerem este novo trabalho, na página do curso “Dharma Dourado”, um presente e um caminho entregue a nós para desenvolver nossa verdadeira paz interior.

Faço isso com imenso carinho e desejo sincero de auxiliar as pessoas a se sentirem mais felizes consigo mesmas, de um modo que vai além das externalidades e condições materiais. 

Sejam bem-vindos!

Um abraço. 

Luís Fernando Rostworowski

Saiba mais clicando aqui:

http://dharmadourado.com.br/paz-e-equilibrio/

quarta-feira, 25 de março de 2020

Dharma Dourado


Está surgindo um novo projeto de meditação e autoconhecimento. O Dharma Dourado nasceu da motivação de levar sabedoria e compaixão aos corações das pessoas que buscam sinceramente por isso. É uma proposta para aprofundarmos nosso caminho espiritual, embora haja conteúdo para iniciantes também.

Hoje começaremos uma série de lives no Instagram, visando, com orações, somar as nossas energias e intenções em prol da humanidade e do planeta, que estão passando momentos de crise.

De terça a sábado, estaremos, às 21h, facilitando para a sustentação dessa egrégora amorosa.

Aguardamos vocês,

Equipe Dharma Dourado
Instagram: @dharmadourado


(Dharma Dourado é uma Página Oficial Sementes das Estrelas)

segunda-feira, 23 de março de 2020

Atendimentos voluntários – com Daniel Danguy


Estamos atravessando um momento delicado, em que muitas coisas passam por nossas mentes. O isolamento traz uma necessidade de olharmos de frente para o que acontece dentro da gente.

O recolhimento pode ser encarado como uma oportunidade de transformação que está relacionada com diversas áreas da nossa vida.

Isso pode ser muito estressante e nos causar diferentes emoções, como irritabilidade, tédio, ansiedade, medo e tristeza.

Esse é um momento passageiro, mas não precisamos atravessá-lo sozinhos.
Por isso, estou disponível para atendimentos terapêuticos voluntários nesse momento de quarentena.

Para mais informações entre em contato:

Whatsapp: 41920017817
Instagram: daniel.danguy
Email: danieldanguypsico@gmail.com